17 de dez. de 2008

Carro novo, Vida nova

"Carro novo vida nova" pode muito bem dizer-se, neste caso escrever-se. Todos aqueles que não pensam assim podem parar já aqui a leitura, isto não é para vocês.
Já tive vários carros e nenhum foi meu, mesmo meu. O meu primeiro carro, que não era mais do que o carro da minha MÃE, foi um Peogeot 205 vermelho. Nele vivi as primeiras aventuras ao volante e cheguei mesmo a aventurar-me de mais. Fiz alguns milhares de quilómetros atrás daquilo que nos move aos 22 anos, o Prazer. E tive muito prazer enquanto ia e voltava, quando voltava. Passiei míudas bem giras e bebedeiras ainda maiores, sempre com muita estupidez natural e muita descontração à mistura. Perdi-o, mas com razão.
O meu segundo carro foi um Fiat 600 vermelho, de 1973, esse grande ano em que também eu fui matriculado, no dia 08 de Maio. Era um sonho passear nas ruas de Lisboa com aquele carro, até o rádio só dava RCP, coisa de clássico. Lembro-me de ir buscá-lo a St.ª Apolónia e a aventura começou logo, ali. O carro não tinha motor de arranque, pelo que tive logo a ajuda dos senhores que o tiraram do comboio. Ao fim de um mês e várias novas amizades decorrentes da falta do dito motor de arranque, lá se arranjou o motor de arranque. Nessa altura, vivia as noites de Lisboa como se fossem dias, conhecia os mais especializados arrumadores que protegiam a preciosidade por metade do preço (50$00), pois eu dizia-lhes que era só meio carro. Com o meu Fiat 600 aconteciam as coisas mais incríveis, uma vez a porteira de uma discoteca pediu-me para estacionar o meu carro porque tinha tido um igual e tinha saudades. Entreguei-lhe a chave e entrei de peito cheio, merecia gozar o momento. Apesar de este Fiat 600 também nunca ter sido meu, também nele passiei míudas bem giras e bebedeiras clássicas.
Depois vieram os carros da empresa e já lá vão 3. Um Peogeot 307, uma carrinha Ford Focus e ainda dura o Peugeot 407. O primeiro foi um mártir, pois ainda sofreu demasiados excessos. A Ford Focus, a minha carrinha da fruta, resistiu a tudo. O Peugeot 407, o meu actual carro, foi de todos o mais bem tratado. No entanto, e apesar de serem todos carros da empresa, a nenhum deles resistiram as míudas giras nem sequer as bebedeiras.
Nos próximos dias, vou receber um carro novo. Uma carrinha Ford Mondeo muito sofisticada e que me assenta bem. Tal como aconteceu com todos os outros carros, também desta vez estou entusiasmado com a chegada do novo brinquedo, pois este carro, tal como os outros, vai fazer parte da minha história no alcatrão e fora dele, do alcatrão. Por isso digo,mais uma vez, carro novo, vida nova.

15 de dez. de 2008

Faltas Justificadas e Justas

As faltas dos deputados vieram a lume, o que me faz pensar que estamos à beira de um ataque de nervos. Mas não, está tudo mais do que justificado, aliás as faltas dos deputados são justas.
Nestes dias vai-se falando por aí sobre a assiduidade dos deputados, pelo que importa lembrar que estes candidatos a funcionários públicos estão inscritos numa lista de emprego, com a duração de quatro anos e onde são escolhidos, por voto dos cidadãos, de acordo com o lugar que ocupam nessa lista. Caso o contrato seja renovado por mais 4 anos, estes funcionários públicos passam a usufruir de uma reforma vitalícia. É importante acrescentar que os cidadãos não votam para a escolha dos elementos da lista, nem sequer sabem quem elegem quando votam num qualquer partido. Os deputados são então eleitos, ficam com o seu emprego durante 4 anos e se não correr tudo mal, serão reeleitos e terão emprego por mais quatro anos.
Segundo notícias recentes, estes trabalhadores registam um número de faltas significativo, agravado às sextas feiras. Também circula a informação de que alguns destes trabalhadores não apresentam qualquer proposta de trabalho, durante os 4 anos de emprego. Com este cenário pensei que isto ia dar mais barulho. Ponham os olhos na Grécia.
Como se isto não fosse o bastante, ainda escutamos as respostas mais incríveis de alguns iluminados. Ouvi pelo menos dois políticos afirmarem que alguns deputados têm outras actividades porque "não ganham o suficiente só como deputados". Desculpem, ouvi bem? Ouvi também dizer-se que o motivo das faltas se concentrarem às sextas feiras, tem a ver com o facto de alguns deputados terem de fazer deslocações longas até casa. Ahn? Já não há vergonha nenhuma. Então digo, ponham os olhos na Grécia.
Meus amigos, o que me espanta nisto tudo é que estas notícias passam na televisão nos mesmos noticiários onde vemos imagens da Grécia, e ninguém ainda se passou dos carretos. Parece que estou a ver um desempregado ou um empregado sem contrato que recebe o ordenado mínimo, a ouvir estas notícias ao jantar lá em casa. "Qual casa? Que jantar? Tv?"
Quando se justificam as faltas dos deputados desta forma, está a dizer-se que, mais do que justificadas estas faltas até são justas. E o povo cala e quem cala consente.

14 de dez. de 2008

Razão aos Gregos

Na televisão, relata-se que a morte de um jovem de 15 anos terá estado na origem dos confrontos entre jovens e forças da ordem. As imagens mostram um cenário de destruição, com carros e casas incendiadas, lojas pilhadas e dependências do Millenium destruídas. Será mesmo isto que por lá se passa?
Eu ouvi falar em milhares de jovens licenciados sem emprego, em aumentos sucessivos de impostos, no crescimento das desigualdades sociais e num pedido de muitos gregos para a demissão do governo de Atenas.
Enfim, de tudo isto fico com a ideia que o crescimento de tensões nas sociedades origina, mais cedo ou mais tarde, aquilo que mais nos parece um bando de vândalos a destruir tudo sem razão para tal. Por isso, Razão aos Gregos.
- E, por cá?
- Bem, por cá,............ faltam uns quantos Gregos!!

9 de dez. de 2008

O Meu Mercedes

Estava eu num sonho e tinha um Mercedes. Era perfeito.
Saio de casa e dirijo-me ao meu Mercedes. Lá está ele, lindo, na garagem. A capa plástica cinzenta feita por medida e as minhas iniciais pintadas à mão, não deixam dúvidas, é o meu Mercedes. São cerca de 15 minutos de procedimentos e no fim lá está ele, lindo, o meu Mercedes. Sento-me no banco de napa preta e quando rodo a chave, reconheço logo aquele motor, lindo, do meu Mercedes. Saio à rua e começa. Não sei porque me apitam, não vêem que vou no meu Mercedes. Paro no semáforo e apito ao cair do sinal verde. Não sabem porque apito, parece que não vêem que vou no meu Mercedes. Vou para a auto-estrada a caminho da terra e, apitam. Quer dizer, eu vou no meu Mercedes, pago portagem e só ocupava uma faixa quando a auto-estrada tem duas? Ainda não perceberam que se trata do meu Mercedes.
De repente, e enquanto o sonho corria de feição começo a perceber que o condutor que apitou quando o Mercedes saiu da garagem em sentido proibido, era o mesmo condutor a quem o Mercedes apitou no semáforo ainda o sinal verde não estava aceso. Mais, o condutor que seguia na auto-estrada atrás do mercedes que ocupava as duas faixas era também o mesmo e era Eu. Aí, o sonho transformou-se num verdadeiro pesadelo e quando acordei percebi porque é que eu, um dia, sonhei ter um Mercedes.

3 de dez. de 2008

2 de dez. de 2008

Até no Blog!

Pois, cá está.
Eu bem dizia que se calhar amanhã mudo de ideias e agora dou comigo às voltas com as configurações do blog. Uns dias gosto mais do fundo branco, outros prefiro o azul. O tipo e cor da letra também são aventuras infindáveis, para não falar no bold, itálico ou sublinhado. Alinhar o texto à esquerda ou justificar, enfim, um sem número de opções para baralhar mais um bocadinho. A mim não me baralha nada, até porque eu já sei que se calhar amanha mudo de ideias.
Só partilho isto porque sei que assim se passa com a generalidade dos bloggers, podendo desta forma dar um exemplo de como o blog é pertinente. Eu não, às vezes, sou mesmo impertinente.
Se com as configurações me delicio durante alguns instantes, com a escrita é ainda mais emocionante. Umas vezes a escrita sai de improviso, outras o acto é um bocadinho mais reflectido. A escolha do título e a imagem também pode levar horas, escreve-se e apaga-se.
E nisto, passo horas.
E o mais provável é amanhã mudar de ideias.

1 de dez. de 2008

Enjoy it



Você Nasce sem pedir e Morre sem querer.
APROVEITE O INTERVALO!

27 de nov. de 2008

Momentos de Partilha

Nesta rubrica, que tem este título genial vou aproveitar para partilhar com o mundo coisas boas, como prova da minha generosidade. Hoje vamos à leitura.
Antes de avançar, devo dizer que descobri o mundo dos livros e o prazer da leitura, já eu era um "homenzinho". Lá em casa, lembro-me de ver a minha irmã devorar 2 livros numa tarde, daqueles tipo "Os cinco" ou "Patrícia", enquanto eu partia duas ou três jarras com as futeboladas pela casa fora. A dúvida sobre a razão para eu não gostar nem sequer de ler os livros do "Patinhas", "Spirou" ou mesmo os do "Tintin", ainda persiste. Ou talvez não, mas também não têm de saber tudo.
O que é certo é que, nos últimos 10 anos, descobri que há mais livros do que eu pensava e até alguns que eu gosto. Até me lembro do primeiro livro que li por inteiro de nome "O Alquimista". Foi uma sorte ter começado por este livro porque aprendi tanto que me rendi ao Poder dos Livros. Depois li vários, uns melhores que outros mas o mais importante foi ter começado a procurar livros que eu pudesse gostar de ler. Ainda hoje leio menos do que gostava, mas por outro lado poupa-me o trabalho, porque se ler 2 ou 3 livros por ano também não tenho que pesquisar muito.



Aconselho este livro a todos os que gostam do mundo da Comunicação, do Marketing, da Publicidade e a todos os que ainda não sabem que gostam. É um livro fácil de ler, que tem histórias reais e que nos mostra como os criativos do momento se preparam para nos atacar com produtos, que mais tarde ou mais cedo, se tornam imprescindíveis.
Não adianta pensar que, a mim, eles não me enganam porque esta malta da criação e criatividade é tramada. Eu li o livro e gostei muito.

26 de nov. de 2008

Não é possível não Comunicar

Partindo deste princípio estamos todos avisados. Seremos julgados por tudo e por nada.
Ouvi esta frase pela primeira vez, num final de tarde qualquer, logo que iniciei o meu curso de Ciências da Comunicação e Cultura. Foi numa das primeiras aulas e, lembro-me que toda a turma reagiu quando ouviu esta frase. Foi um clique.
Percebi a partir desse dia que não basta Ser ou Parecer que Ser, é preciso que se saiba. Há um outro pensamento que nos diz que "não basta ter um poço de água no deserto, é preciso que se saiba." Pode ser mais uma verdade de la Palice, ou até uma reflexão vaga. Por isso, reflitamos.
Se estamos avisados de que na vida tudo conta, então comunicar também não basta. Se, por um lado, é importante Comunicar de forma Clara, Curta e Concisa (CCC), por outro a comunicação deve ser acertiva, pois o interlocutor deve compreender todo o conteúdo implícito e motivacional da mensagem.
Ora na forma ora no conteúdo, e às vezes bate o acumulado, todos falhamos. Mas como também não falhamos sempre, sabemos também que podemos fazer melhor. Quantas vezes somos confrontados com problemas que surgem por falhas na comunicação e outros que não se resolvem por falhas na comunicação? Bué.

Enquanto isto assim for, e não acredito que isto mude depressa nem necessáriamente para melhor, eu cá farei o meu papel. Ou os vários. Acima de tudo vou-me divertindo muito, acreditem.
Muito atento, muito atento, como um cão de loiça.

25 de nov. de 2008

Raios partam o Sistema!!

Qual sistema?... O sistema!
Só me faz lembrar... o papel? qual papel? o papel.
Em todo o lado existe o tal sistema, mas pior é quando falha ... o sistema.
No futebol, o sistema dá cabo da "verdade desportiva", na política o sistema está em crise, no banco estão com o sistema em baixo e nas finanças não há sistema.
Os analistas do futebol dizem que é preciso denunciar e acabar com o sistema, os analistas políticos defendem uma mudança no sistema, no banco não deve demorar muito para voltar a haver sistema e nas finanças é melhor levar o nº de telefone para não correr o risco de voltar, sem que haja sistema.É, de facto, um fenómeno maior que o Entroncamento.

Raios partam o Sitema seja lá isso o que for, já que ninguém sabe definir o sistema.
Raios partam o Sistema, seja lá ele quem quer que seja.

Felizmente nem tudo é sistema!
E ainda existem as coisas boas, por sistema!




18 de nov. de 2008

A CF e as Oportunidades

Tal como o Sol que quando nasce é para todos, e os fusos horários??, a crise financeira (CF), também.
Sendo que, na CF os fusos horários não se aplicam, pois é para todos e a toda a hora. Aliás, a CF anda de mãos dadas com Sol.
Tal como o Sol a CF aumenta, e de que maneira, todas as manhãs e põe os olhos em bico aos nativos da terra do Sol Nascente. Não sei mesmo se não há nenhuma ligação entre o efeito do Sol e os olhos daquela malta.
De seguida, a CF estende-se pela Europa que acorda, mais uma vez, atrasada para uma 2ª feira negra, por exemplo, nos mercados financeiros. Saliento o facto de que, de propósito, existe neste exemplo uma combinação explosiva por tudo isto se passar numa 2ª feira. Fica mais, coiso.
Claro que tudo isto tudo se passa enquanto os norte americanos, que segundo se diz mandam nisto tudo, ainda dormem. Que belo exemplo dá quem manda. Ou seja, quando o Sol chega à terra de Obama e não do Obama, o caldo já está entornado e a CF contiuna. Não sei, mas acho que "caldo entornado" é suficientemente esclarecedor e dispensa mais dissertações para não ficar... tão caro.

...E a Islândia?? Bem lá, de vez em quando, nem há Sol. Faliu.

Com tudo isto, parece-me claro que a estratégia pode passar por criar parcerias, também elas, estratégicas com o Sol. Ou ele deixa de dar cabo dos olhos aos orientais e deixa os rapazes em paz, ou passa a nascer do outro lado e põe os patrões a chegar a horas.

...E a Islândia?? Sim, também passa a ter um bocadinho de Sol todo o ano.

Depois da tempestade vem a Bonança, dizem.
Se isto não durar muito eu vou cá estar p'ra ver. Era bom, eu gostava de ultrapassar este período e ainda viver uns anos de prosperidade.
Até já começaram os discursos das Oportunidades em tempos de crise. Sobre isto também me apetecia escrever coisas escaganifobéticas, mas como já ouvi o meu primo Anibal falar das Oportunidades, vou poupar os Vitorinos, Marcelos, Sousa Tavares, Soares e afins. Quanto ao escaganifobético, sempre quis escrever esta palavra e sei que todos entendem o seu significado.
De volta às Oportunidades, só espero que tudo corra bem mesmo com algumas confusões entre Oportunidade e oportunismo.

14 de nov. de 2008

...e porquê?

Porque sim!
Como nunca se sabe onde isto vai parar (isto do virtual ainda está por explicar), eu SE CALHAR AMANHÃ MUDO DE IDEIAS.
Ser capaz de criar a confusão entre ideias e comentários pode ser uma boa estratégia para me defender. Assim, direi que o blog não é...bem meu...
E não se admirem se eu escrever só uma frase ou colocar apenas uma fotografia, faz parte da estratégia. Os Vossos comentários serão mais comprometedores que as minhas parcas palavras ou imagens.
Também me excederei, mas só se me apetecer.